BARREIRAS

Há no Rio de Janeiro uma montanha chamada Pedra Bonita. Poucas vezes vi um nome tão adequado, pois realmente é um monumento da natureza. Sempre que olhava para ela, eu desejava estar no seu topo, uma grande superfície plana que proporciona a quem ali esteja vistas espetaculares da cidade. De lá é possível ver a zona sul e a zona oeste da cidade maravilhosa e ainda ter a imagem impressionante de sua vizinha bem próxima, uma outra montanha ainda maior, chamada Pedra da Gávea.

Por muitos anos eu desejei subir a Pedra Bonita, mas havia em minha mente uma barreira maior que aquela montanha. Eu achava que seria perigoso, praticamente uma escalada, com risco de quedas e alturas vertiginosas. Convenci a mim mesmo que era coisa para alpinistas.

Eu queria, mas temia. E renunciava ao propósito de chegar ao topo com a simples frase:

— Não é para mim…

Até que, em um dia muito claro, sem sequer uma nuvem no céu, percebi um movimento bem ao longe, no cume da pedra. Corri para pegar meu binóculo e ao aproximar a imagem percebi que era um grupo de pessoas comuns, sem equipamentos especiais. Usavam roupas de passeio, a maioria de bermudas e tênis como se estivessem numa simples caminhada. Vi homens e mulheres, jovens e pessoas de meia idade, todos passeando com tranquilidade.

O binóculo me mostrou gente da minha idade e até mais velha. Talvez não seja real, mas me pareceu que um sujeito barrigudinho e fora de forma me dirigiu um olhar sarcástico, como a zombar da minha inércia e dizendo:

— É para mim!

Depois disso, a barreira em minha mente ruiu. Era apenas um tigre de papel, assustador, mas que se desmanchou com um peteleco. Pouco tempo depois, sem grandes dificuldades, subi a Pedra Bonita, passagem que revelo em outra crônica já publicada chamada “O Presente”.

Dei então razão a um provérbio japonês:

As dificuldades são como as montanhas. Elas só se aplainam quando avançamos sobre elas.

Fiquei pensando que estes limites que criamos em nossa mente só atrapalham a vida. Há ocasiões, e talvez não sejam poucas, em que, mesmo sem ter informações precisas, já erguemos obstáculos intransponíveis em nossa mente. Eles são artificiais, invisíveis e não condizem com a realidade, mas nossa mente os materializa e assim nos restringe, corta nossas asas, amputa nossa vontade e limita nossa existência.

Quanto temor, por nada.

Quantos sonhos sepultados, por nada.

Quantas conquistas não alcançadas, por nada.

É como se a gente fosse obrigado… por nada.

Há uma frase de Sêneca sobre isso:

Muitas coisas não ousamos empreender por parecerem difíceis; entretanto, são difíceis porque não ousamos empreendê-las.

Recordo que certa vez fui designado pela empresa em que trabalhava  para solucionar um problema num órgão de governo que tratava de assuntos jurídicos. Havia lá um processo contra a empresa que nunca era julgado e isso prejudicava nossa reputação. Em algumas circunstâncias, o fato de haver uma acusação pesa mais que a própria condenação.

Fui encarregado de desentupir este cano. Nada a pedir ou defender, apenas conseguir que o processo fosse logo julgado.

Fiquei muito apreensivo. Não sou advogado, não conhecia ninguém na tal repartição e não tinha pleno domínio dos detalhes do assunto a ser resolvido. Mas não havia como recusar a missão.

Fui para casa preocupado. A insegurança me dominava. Achei que seria praticamente impossível conseguir o resultado desejado e lamentei ter sido escolhido para tarefa tão ingrata.

No dia seguinte, pronto para o fracasso, compareci ao endereço. Na portaria informei o número do processo que eu desejava tratar. A recepcionista, com naturalidade, fez uma rápida consulta em seu sistema e informou:

— Terceiro andar, sala 309.

Animei-me. Deixei parte da insegurança na portaria e peguei o elevador. Em segundos eu já estava diante de uma secretária informando-a que queria falar com o responsável pelo tal processo. Ela prontamente conduziu-me à uma sala de reuniões e pediu que aguardasse. Ali achei que já tinha subido metade da montanha.

Mais uns 5 minutos e chegou um assessor do juiz designado para o caso. Expliquei-lhe a intenção da empresa de ver o processo concluído o quanto antes, independente do resultado. Ele anotou o número e retirou-se pedindo que eu aguardasse um pouco. Tive vontade de dizer que poderia aguardar até o dia todo… Preferi concordar calado.

Por incrível que pareça, voltou em pouco tempo e anunciou:

— Vai ser o próximo processo a ser julgado.

Quase não acreditei.

— Posso contar com isso? É oficial?

— Sim. Eu mesmo coloquei em primeiro na pilha de processos do juiz.

Não me contive:

— Agradeço muito. Não pensei que fosse possível solucionar de maneira tão simples.

— Temos muitos processos e poucos juízes. Quase nenhum interessado comparece aqui. Quando vem, nós damos prioridade.

Saí dali feliz com o cumprimento da missão e triste comigo mesmo por toda a angústia descabida e desnecessária por que passei. Criei uma dificuldade que não havia e sofri como se ela fosse real. Minha mente havia me traído.

Fico intrigado com esta nossa capacidade de criar obstáculos fictícios e nos deixarmos conduzir pela existência daquilo que não existe.

A quantos topos deixamos de chegar porque barreiras imaginárias nos impediram!

Algumas vezes, como um cavalo numa competição de saltos, a gente refuga diante de um obstáculo que deveríamos superar. Outras vezes vamos procrastinando, fazendo um recuo, na vã esperança de que a dificuldade será menor depois ou talvez até se desfaça. Grande engano: o adiar quase sempre faz a dificuldade crescer.

Desconfio que por trás de tudo isso estão os nossos medos. Eles, quando não enfrentados, são enterrados vivos e ali ficam, no nosso íntimo, nos assombrando e limitando a nossa vida. Prefiro pensar que, na realidade, são apenas nuvens carregadas, ameaçadoras, aparentando forma, densidade e volume, mas que podem desaparecer com apenas um sopro de vento, o da disposição de enfrentar e superar.

Claro que medo e prudência não se confundem. Existem perigos reais que precisam ser evitados e não enfrentados. É o que a prudência recomenda. Mas aqueles imaginários que nos habitam sem razão só nos apequenam e empobrecem a nossa vida.

Se as barreiras imaginárias são filhas do medo precisamos derrubá-las com atitudes de coragem, disposição, ousadia, força interior, autoconfiança e determinação. Melhor viver os sonhos que os medos.

Gosto da ideia formulada pelo escritor Norman Vincent Peale:

Enfrente seus obstáculos e faça alguma coisa em relação a eles. Você descobrirá que eles não têm metade da força que você pensava que eles tinham.

Antonio Carlos Sarmento

30 comentários em “BARREIRAS”

  1. Saudades das crônicas do amigo. Assinei por R$10.00/mes, um site chamado #NaoÉImprensa (chamamos de NEIM) muita interessante que tem entre seus assinantes um excelente cronista. Na ultima cronica dele, deixei um comentário falando sobre voce e a alegria que sinto quando as leio. Espero que alguem do grupo se inscreva no seu link que tomei a liberdade de deixar nos comentários. Grande abraço e fique com Deus.,

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  2. Há palavras e mensagens que vêm ter connosco na altura certa. Na verdade, neste domingo eu própria estou um pouco ansiosa por algo que ocorrerá amanhã no meu emprego e que me deixa bastante desconfortável. Nada de muito importante mas para o qual já não tenho qualquer motivação e interesse nesta altura da minha vida profissional.
    Curiosamente, ao terminar de ler a sua crónica, racionalizei o que me incomoda e disse para mim mesma: “Realmente estás a ser muito estúpida! Não compliques. Relaxa e aproveita o dia!”
    Que mais posso dizer senão …”obrigada pela dica”!🙏

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  3. Bom dia meu querido Amigo!
    Gostei muito desta crônica, realista e estimulante.
    Muitas vezes ao longo da nossa vida pessoal e profissional, nos vemos impelidos pelo medo e insegurança dos desafios. Você no texto nos mostra que, ter medo e insegurança são atitudes normais e humanas que porém, concluídas nos enche de alegria e orgulho.
    Parabéns parceirinho, tenha um domingo abençoado.
    Deus te abençoe.

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  4. Prezado amigo
    O dia amanheceu e sua crônica chegou na hora certa, me fez bem. Vou mexer no fundo da alma para saber porque prefiro ficar em casa escrevendo, a enfrentar viagens ou passeios que, surgidos de vez em quando, poderiam dar sabor novo à vida.
    É um prazer enorme ler suas crônicas, sempre descrevendo fatos inesperados e interessantes.
    Não costumo buscar autores que se dedicam à autoajuda, mas vou pesquisar sobre o que você citou.
    Ainda luto com meu editor, agora para marcar a data do lançamento. Espero que em março esse embróglio termine.
    Continue a escrever, isso dá asas à imaginação e faz vir à tona as belezas da vida.
    Um grande abraço.

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  5. Querido amigo
    Quantos ensinamentos na crônica de hoje.
    Foi uma lição de como vencer as ansiedades que nos acompanha por toda a vida.
    Sempre fui muito ansioso na minha vida e apanhei muito com isso.
    É por isso que os psicólogos estão cada vez mais ocupando os inúmeros espaços que o ser humano abriu para eles.
    Parabéns pelos ensinamentos e pelas descrições sempre muito ricas e detalhadas. Abrs para toda linda família.

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  6. Meu Caro Amigo Sarmento, muito bom dia. Mais uma vez encontro nas suas Crônicas, pensamentos que temos em comum, que felicidade… Parabéns pelas palavras que acendem em cada um de seus leitores, a fé em si mesmo, o meio mais eficaz de se enfrentar os medos com os quais nos deparamos pela vida afora. Recomendações à Sônia, à Tatiana, aniversariante da semana, ao Jean, ao pequeno Guilherme e demais familiares.

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  7. Querido amigo Antonio Carlos,
    Excelente a crônica, como sempre!
    Concordo plenamente que os obstáculos, dificuldades, tribulações e outras adversidades têm que ser enfrentadas com fé, coragem e determinação.
    É verdade que a ansiedade tira o sono mas pode ser controlada, no entanto, a maioria de nós está sempre ansioso em qualquer situação. Eu faço parte do time dos ansiosos e, as vezes, uso medicamento para controlar.
    Os últimos parágrafos da crônica resume muito bem a ansiedade e o medo do desconhecido.
    Abraços, bom domingo e boa semana para você, Sônia e familiares!

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  8. Gostei muito da crônica meu amigo, com destaque ao final por você mencionado, a ideia formulada pelo escritor Norman Vincent Peale!
    Forte abraço!

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  9. Muito boa a crônica. Se a montanha não vem a mim eu vou até ela. Mesmo que empurrando meus medos ladeira acima. E lá no topo – viva, cheguei – empurro os medos ladeira abaixo. E me vejo livre deles!

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  10. É um alerta aos medos e barreiras que surgem no nosso viver, quantas vezes não vivi essas barreiras e tem vez que nem percebemos por isso somos derrotados. Mas fica um alerta em sua crônica: respeite os verdadeiros perigos porém enfrente as barreiras. Para ter vitórias temos de proceguir.

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  11. Caro Irmão,
    Obrigado por mais esta excelente crônica.
    Desejo e Estou certo do sucesso que será a feliz transposição da barreira da travessia do Atlântico rumo a Portugal para estarem juntos com Tati, Jean, Gui e ……… Forte abraço.

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  12. Parabéns meu Irmão, excelente sua crônica confirmando que medos e ansiedades são superados com determinação e fé.
    Desconhecia a ideia de Norman Vincent Peale, mas sou adepta desde criancinha. rs…rsssss
    Beijo enorme e minha admiração.

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  13. Caro amigo Luigi,
    Você sempre me brinda com sua gentileza e, sem dúvida, é um dos meus leitores mais fiéis.
    Agradeço muito por fazer a indicação no NEIM: não sei a origem, mas acontecera, duas novas inscrições esta semana.
    Um afetuoso abraço, meu amigo!!!

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  14. Dulce,
    Como é bom saber que a crônica chegou na hora certa para você. Era a minha hora certa de escrever, mas atingir o alvo na mosca nem sempre acontece, não é? Você sabe bem que a gente lança o texto, mas nunca sabe que efeitos haverá de ter.
    Espero que sua novidade do trabalho não tenha sido negativa e que sua semana seja de paz e poucas barreiras…
    Abraços!

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  15. Meu queridíssimo amigo Luiz Carlos,
    Sempre fico feliz com seus comentários. Sei que esta crônica crônica chegou a compartilhar com filhos e netos, o que é um privilégio para mim.
    Obrigado, queridão!
    Uma ótima semana!

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  16. Amiga Helena,
    Fico muito feliz em saber que a crônica lhe fez bem!
    Se abrir caminho para acrescentar mais sabor à sua vida, melhor ainda.
    Sobre o seu aguardado livro, desejo que tudo se resolva a contento e a tempo. Que este “filho” lhe traga muitas alegrias e o gratificante sentimento de realização.
    Desejo uma ótima semana, minha saudosa amiga!

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  17. Querido amigo, Nei,
    Que bom ter conseguido enviar seu comentário este mês. Sempre o aguardo com expectativa.
    Todos nós apanhamos na vida, meu amigo: é inevitável. Por isso admiro tanto os mais velhos. Quanta coisa passaram, quantas dificuldades superaram, quanto sofrimento enfrentaram…
    Obrigado por suas palavras sobre a crônica, meu amigo.
    Desejo uma ótima semana à você e Jaciara!

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  18. Meu amigo JH,
    Eu já sabia que temos muito em comum. Isso se revelou desde que nos conhecemos e ficamos amigos para sempre.
    Obrigado por acompanhar tão fielmente meus escritos e ter a gentileza de dedicar seu tempo a comentar. Saiba que me alegra!
    Uma ótima semana para você, Sueli, Luizinho, Junior e fofinha da Catarina!

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  19. Amigo Newton,
    Em graus diferentes acho que todos fazemos parte do time dos ansiosos e conservamos o medo do desconhecido.
    Nos resta ter a consciência de que eles nos habitam e lutarmos para derrubar estas barreiras imaginárias.
    Muito obrigado por sempre comentar, meu amigo.
    Desejo uma ótima semana à você e Nuri!

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  20. Meu amigo Rodolpho,
    Fico contente que tenha apreciado. Obrigado pelo esforço para comentar, pois sei que o WordPress nem sempre é amigável…
    Mas felizmente pude receber seu comentário.
    Um forte abraço, meu caro amigo e uma ótima semana!

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  21. Raimundo,
    Concordo com você. Muitas vezes nem percebemos que estas barreiras se ergueram em nossa mente e então fica difícil lutar contra o que não sabemos que existe. Ter esta consciência é um ótimo primeiro passo.
    Grato por comentar e desejo uma ótima semana!

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  22. Meu querido irmão,
    Fico contente que tenha gostado. Precisamos mesmo seguir pela vida superando as barreiras reais e também as imaginárias, os tigres de papel…
    Muito obrigado por comentar, meu irmão.
    Uma maravilhosa semana para vocês!
    Beijos

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  23. Minha querida irmã,
    Sei bem quantas barreiras você já enfrentou. Mesmo sem conhecer a frase citada.
    Que bom ter apreciado a crônica. Fico feliz!
    Beijos e uma ótima semana para você e Paulo!

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  24. Antônio Carlos Sarmento

    Suas Crônicas, de fato, são Agudas.

    Como nos fazem bem, pois todas tocam nas boas lembranças, do coração
    e da alma humana.

    O despertar da possibilidade, que nessa última, é certo que devemos viver.

    Como apresenta a simplicidade que deve ser a vida, como sempre nos mostra, muito grato.

    A delicadeza e realidade que demonstra fatos localizados, da família e dos animais, são impressionantes.

    O carinho como observamos retribuído, certamente, é um grande prazer para todos.

    Abracos.

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  25. Prezado Heber,
    Seu comentário muito me agradou. Percebi sua espontaneidade e a forma como foi sensível aos textos.
    É sempre muito bom ter um retorno do leitor, especialmente daqueles que passam a conhecer o trabalho.
    Agradeço muito por dedicar tempo a comentar e espero vê-lo sempre por aqui.
    Um cordial abraço,
    Antonio Carlos Sarmento

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  26. Querido cronista,A última vez que estive em Caruaru, Samuel estava apreensivo, porque a ” tia” avisou que, a partir deste ano, ele começaria a fazer prova.Assustava o fato de fazer um dever, sem poder pedir ajuda à professora.Agora, Rossana me disse que toda semana tem prova de matérias diferentes e que ele está empolgado, porque está se saindo muito bem.Como já está lendo, mando cartões para ele, pelo correio ( ZAP já está batido, gosto de surpreendê- lo.) Soa antiquado, mas, para mim, cartas são muito mais calorosas.Preparei uma mensagem, totalmente inspirada no amor de avó e na crônica “Barreiras”, para desbancar os medos imaginários. Já enviei, com carta registrada.É isso, meu primo: seu talento e sua sensibilidade chegando a Pernambuco, fazendo parte da história de meu neto.Grande Cacau! Já nos trouxe tanta leitura edificante, teimando em dar brilho em valores já tão embaçados!Obrigada por isso .Beijo

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  27. Querida Gena,
    Como fico feliz com esta mensagem. Saber que aproveitou meu texto para enviar mensagens ao Samuel traz mais um sentido ao meu trabalho.
    E acho muito especial você fazer isso por cartas: uma ideia maravilhosa! Compartilho deste gosto, que como você disse soa antiquado, mas concordo que tem o seu encanto – até escrevi sobre isso na crônica “Aniversário de 15 Anos”. Mais um ponto que temos em comum, minha prima!
    Obrigado por comentar!
    Beijos e uma ótima semana!

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