BOA TARDE!

Nem todo vício é ruim.

Escrevi esta frase, mas antes de decidir mantê-la como abertura da crônica, fui aos dicionários. Na origem latina e no sentido principal da palavra, vício tem mesmo conotação negativa, aludindo a defeitos, imperfeições, dependências, consumo excessivo de coisas inadequadas, vergonhosas ou prejudiciais.

Entretanto, me satisfiz ao encontrar também que, por extensão, é possível usar a palavra para expressar o costume de fazer sempre a mesma coisa. Ótimo! Então tem vício bom. Assim como tem tumor benigno…

Posso então dizer que sou viciado em fazer uma caminhada todos os dias. É vício mesmo! O dia em que fico privado desta atividade sinto alguns sintomas de abstinência.

Revelo ao leitor que, levado por este vício, quando escolhi o apartamento em que moro, defini dois critérios como inegociáveis: uma vista ampla e um local aprazível para caminhar nas vizinhanças. Já no caminho para visitar o pretendido imóvel notei uma calçada, longa, sombreada e calma, praticamente uma pista sob medida para dar vazão à minha compulsão de andarilho. Logo a seguir, entrei no apartamento, gostei também da vista e fechamos negócio. Comprei o imóvel pela vista e pela pista!

E assim, saio todas as tardes para satisfazer a obsessão. Vou pelo caminho exercitando o corpo e também sentindo que a mente vai deambulando por pensamentos e sensações de um modo especial, esfarelando preocupações e aclarando ideias. Coisas que só ocorrem no caminhar. Não sei a razão, mas sinto os efeitos: para mim, o andar faz a cabeça melhorar.

No percurso, sempre que encontro alguém, imagino que esteja desfrutando como eu e me antecipo em ofertar um afável “boa tarde”. É curioso o que vem de volta.

Alguns respondem com um curto resmungo, quase ininteligível. Isso eu não levo a mal. As pessoas são diferentes e nem todos se sentem à vontade para cumprimentar um desconhecido. Também não se sabe o que vive cada um, que dores carrega e que aflições suporta. Mas há os que não respondem e simplesmente ignoram o cumprimento. Me desculpem, mas isso eu levo a mal.

Outro dia, o elevador parou no meu andar, entrei e ali já havia um casal. Atirei-lhes um educado bom dia, mas não levantaram os olhos do celular e permaneceram mudos. Somos vizinhos, poderia ter sido um encontro agradável, mas foi desgostoso…

Voltemos à caminhada. Outros ainda respondem ao cumprimento sem sorrir, mas com educação. Dão a impressão de que prefeririam passar direto, mas já que foram cumprimentados, retribuem, embora não na mesma moeda. Cobram um spread e dão um desconto na cordialidade.

E tem aqueles que fazem tudo valer a pena.

Esta semana, logo no início da caminhada notei uma senhora sozinha, conduzindo um cachorrinho, vindo em sentido contrário. Ao nos aproximarmos percebi que ela me olhava de modo intermitente, como se não quisesse que eu reparasse. Segui firme e, como faço invariavelmente, brindei-a com um exemplar do meu estoque de boas tardes. Ela parecia necessitada de um pouco de afabilidade, pois acenou com a cabeça, abriu um amplo sorriso e retribuiu a saudação com generosidade. Sua voz e seu olhar me transmitiram a sensação de que ela realmente apreciou o breve momento. Recebeu a saudação numa sacolinha e devolveu embrulhado para presente com um belo laço de fita. Segui feliz com aquela pitada de humanidade. Que poder há num simples sorriso, num olhar terno e em um tom de voz gentil.

De tanto caminhar, de tanto cumprimentar e de tanto observar o retorno da outra parte, já começo a querer conhecer as pessoas pelo cumprimento. Sim, chego a antecipar como será a reação daquele que vem ainda distante. Tenho logo um palpite sobre como responderá à minha iniciativa. Ainda erro muito, pois sempre espero reciprocidade, claro, afinal ninguém deseja uma boa tarde e espera de volta silêncio ou casmurrice.

Mas o meu ponto principal de observação é um posto de vigilância do condomínio, pelo qual passo inexoravelmente na volta do percurso. Ali sempre há um profissional uniformizado prestando guarda. Acho que estão sempre entediados pela monotonia da função. Muitos que por ali passam, ignoram a presença deles. Ora, estão no posto, mas não são postes.

Ao passar sempre olho no rosto do plantonista e disparo uma saudação, dando a reconhecer o valor de sua presença. A resposta é imediata. Meu cumprimento faz com que abram a guarda!

A escala de trabalho deles gira muito e, portanto, não chego a reconhecê-los, mas até hoje nenhum falhou na resposta. Prefiro acreditar que seja espontâneo, não por imposição da chefia ou obrigação profissional. Ainda outro dia travamos o seguinte diálogo:

— Boa tarde! — experimentei.

— Boa tarde. Boa caminhada e bom descanso para o senhor! — retribuiu o guarda.

— Obrigado. Um bom trabalho para você. E depois um bom descanso também.

— Sim senhor. Vá com Deus!

— Fique com Deus!

Depois disso, foi inevitável: eu tive um bom descanso e ele teve um bom trabalho.

Ali passou a ser o meu ponto preferido da caminhada. É o momento do agrado, da cortesia. Se noto que o guarda está entretido com algo, elevo a voz para que o cumprimento chegue até ele. O eco é sempre garantido!

São coisas simples, pequenas, mas longe de serem desprezíveis. Eu escolhi minha moradia pela vista e pela pista: devia ter escolhido também pela amabilidade da vizinhança.

Termino com uma frase atribuída ao compositor e cronista Aldir Blanc, depois adotada por um bloco de carnaval do Rio de Janeiro, que diz:

Simpatia é quase amor.

Antonio Carlos Sarmento

33 comentários em “BOA TARDE!

  1. Mais uma bela crônica. Adoro cumprimentar as pessoas e receber de volta. Me faz bem a alma essa troca de gentilezas. Sinto-me mais humano e carinhoso, e aqui onde moro, tasco um “God bless you” a todos e nas respostas tenho teorias engraçadas, que esse espaço não caberia… kkkkk. Grande abraço, obrigado pela crônica e fiquem com Deus, voce e sua família.

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    1. Caro amigo Luigi,
      Agora fiquei curioso com as respostas que recebe e suas teorias a respeito… hahahaha
      Cronista gosta de coisas do dia a dia.
      Cumprimentar desconhecidos é mais um ponto em comum entre nós, Luigi!
      Grande abraço e uma ótima semana a você e sua família.
      God Bless You!

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      1. Voce sabe que moro num lugar onde vivem muitos cubanos , haitianos e russos. Acabo me relacionando com essas pessoas e sempre usei o “God bless you…” e os cubanos e russos raramente devolvem um “same to you…” e minha teoria é que a doutrinação politica dessa gente os fez não valorizar a Deus. Os haitianos falam o creole, e eu digo um “ Que Dieu te bénisse.…” mas no caso deles o forte é o vudu. Kkkk. Mas eu meio que sadicamente, me despeço deles todos com “Deus te abençoe “, e raramente tenho resposta… Mas é só uma teoria, talvez um pouco arrogante, de minha parte… kkkk

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  2. Coisas tão simples e gratuitas que têm o dom de melhorar os nossos dias.
    Com esta sua crónica logo associei o porteiro do prédio onde resido, um senhor enérgico e bem disposto que sempre partilha com os moradores um sorriso e a sua típica frase “Um dia feliz!”
    Acho delicioso!

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  3. Linda crônica meu amigo.
    Realmente o cumprimentar e a resposta nos fazem muito bem. Imagino como você deve ter ficado com a recusa justamente de um vizinho ao seu cumprimento. Tenho também esse hábito de cumprimentar as pessoas embora não seja tão viciado nas caminhadas como você. Também não é possível copiar todas as atitudes dos amigos que amamos. Parabéns. Bom Domingo. Abrs .

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    1. Querido amigo Nei,
      Sorte sua que mora em prédio pequeno e se relaciona bastante com seus vizinhos. Provavelmente os conhece pelo nome e assim não vai passar pelo dissabor de cumprimentar e ser ignorado.
      Você também está entre os amigo amados!
      Um beijo pra Jaciara e uma ótima semana!

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  4. OLá meu Amigo Sarmento, Muito bom dia, Após a leitura da crônica de hoje, não pude deixar de anotar, entre tantas expressões, as seguintes: – “Então tem vício bom. Assim como tem tumor benigno” – “. . . para mim, o andar faz a cabeça melhorar” – “. . . que dores carrega e que aflições suporta” – “Ora, estão no posto, mas não são postes” E, fechando com chave de ouro: “Simpatia é quase amor” Para mim, são expressões inteligentíssimas, que só um gênio como você poderia nos apresentar. Na sexta-feira, cumprimentei uma amiga, pelo WhatsApp, com a seguinte expressão: “Um sorriso abre portas, sobretudo, dos corações”, penso que esta expressão vem bem a calhar, nesse seu contexto. Recomendações à Sônia, à Tatiane, ao Gui, ao Jean e demais familiares.

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    1. Amigo JH,
      Quisera eu que este aplicativo tivesse a opção “curtir” e também a opção “curtir MUITO” que expressaria melhor a minha reação ao seu comentário. Seus destaques me ajudam muito. Tanto que, quando escrevo e me ocorre alguma construção que aprecio, logo lembro de você e penso: JH vai gostar dessa!
      Obrigado, meu amigo!
      Um grande abraço e manda uma beijoca pra Catarina e todos os familiares!

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  5. Sou uma pessoa muito tímida, mas aprendi a sempre cumprimentar as pessoas também e como isso faz diferença! É notável a alegria daqueles que passam desapercebidos por tantos, quando ouvem um bom dia direcionado a eles.

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  6. Amabilidade com os outros que cruzam o nosso caminho é quase uma obrigação, uma questão de civilidade que torna o nosso cotidiano mais humano.
    Muitos envoltos em seus próprios pensamentos muitas vezes são considerados amargos e insensíveis mas é uma pura impressão tomada em momento impróprio.
    É claro que existem os que o são assim por natureza e muitas vezes até um modo cultural para não abrir espaço como uma auto defesa.
    Enfim, eu sou também adepto do cumprimento informal mas muitas vezes já ouvi reclamações.
    Um ótimo domingo e uma semana de realizações para todos nós.
    Abraços.

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    1. Caro primo Rômulo,
      Realmente é uma questão de civilidade e cortesia.
      Revela que notamos a presença do outro e lhe dedicamos alguma atenção.
      Bom saber que também é adepto do cumprimento informal.
      Um grande abraço, meu primo e que vocês tenham uma maravilhosa semana!

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    1. Fefe,
      Talvez o pouco costume seja nas grandes cidades, não é? Nas menores, imagino, este gesto humano e simples deve ser mais praticado.
      Beijos, uma ótima semana para vocês e uma beijoca especial no fofo do Tom!

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  7. Prezado Antonio Calos:
    Muito bom o tema de sua magnifica crônica.
    Nos dias atuais, torna-se difícil as pessoas, especialmente, nos elevadores, cumprimentarem-se. Talvez, seja por distração ou, até mesmo, por carregar na alma alguma dose de introspecção. Mas, como manda o bom figurino das relações sociais, sempre me “atrevo” a dar minhas saudações onde chego. Torna-se mais simpática e agradável a convivência.
    Sds. do seu tradicional leitor,
    Carlos Vieira Reis

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    1. Caro amigo Carlos,
      Com muita alegria recebo seu comentário, sinal de uma gradativa volta à normalidade com a Leila já em casa, graças à Deus!
      De fato, um simples bom dia pode tornar melhor a nossa convivência.
      Já fui à um escritório para uma reunião com uma pessoa que não conhecia e nos cumprimentamos no elevador: quando chegamos à mesma sala, a surpresa de saber que o encontro era entre nós. Um excelente começo de entendimentos!
      Grande abraço, meu amigo e que tudo corra bem para você, Leila e Carla! Fiquem com Deus!

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  8. Boa tarde meu amigo Antônio Carlos! Eu também sou cheio de vícios, alguns ótimos, outros mais ou menos, mas infelizmente tenho também os vícios ditos ruins. Este estou tentando a vida toda me livrar, mas não é fácil. Eu adotei o “vício do cumprimento” há muito anos atrás e em função disso consegui alguns amigos, notadamente os zeladores dos prédios por onde passo nas caminhadas. Eu gosto muito de cumprimentar e agradecer por qualquer coisa e em todos os lugares. Com isso tenho recebido, na maioria das vezes, a retribuição destes gestos e fico feliz por isso. “A educação cabe em qualquer pessoa”. Um grande abraço e fiquem com Deus.

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    1. Meu amigo Aylton,
      Custo a acreditar que você seja cheio de vícios. Eu mesmo, que o conheço há tantos anos, até hoje só constatei vícios bons…
      Sei que, como eu, também é viciado em caminhadas e nos identificamos em achar que não é necessário conhecer alguém para poder cumprimentar. A imensa maioria gosta de ser cumprimentado, não é mesmo?
      Muito obrigado por comentar e desejo uma ótima semana a você, Regínia e toda a sua família!

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  9. Amigo querido, dizem que qualquer inveja é ruim, mas, reconheço que invejo as pessoas que gostam de caminhar . Pra desespero da família sou sedentária por convicção, se é que isso é possível. Quanto a cumprimentar as pessoas, falo com todos, até com aqueles que sei que não vão responder. E como as pessoas que recebem cumprimentos ficam felizes, já reparou? Quanto mais humildes, aqueles que a sociedade resolveu chamar de “ invisíveis “, mais felizes. Tinha um garçom que trabalhava no Ministério que achava fantástico que eu agradecia o café que me servia dizendo: Obrigada Geraldo. Soube disso por uma colega que ouviu uma conversa na copa. Imagina só, ficar feliz por ser chamado pelo nome. Muito triste o descaso das pessoas com nossos semelhantes que se encontram no patamar dito inferior. Beijão

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    1. Amiga Lucia,
      Nem todo vício é ruim, nem toda inveja é ruim…
      Eu já sabia que você era sedentária convicta. Me lembro uma época em que contratou um personal para uma caminhada pela manhã: durou pouco… Acho que a sua influência foi muito grande e ele acabou se tornando sedentário! hahahaha
      Mas quanto aos cumprimentos não há dúvida de que você esbanja gentileza e simpatia.
      Obrigado por comentar!
      Paro por aqui pois é hora da caminhada…
      Beijos e uma ótima semana!

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  10. Olá querido amigo!
    Ótima crônica, como sempre.
    É muito bom saudar as pessoas e também ouvir a saudação.
    Tem gente que vive de mal com a vida e não dá importância as coisas simples mas que são são importantes.
    Continue com esses vícios saudáveis.
    Um forte abraço e uma abençoada semana!

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    1. Meu amigo Newton,
      Muito bom receber seu comentário.
      É isso mesmo: as coisas simples podem ser muito importantes. E também trazer grandes alegrias.
      Vamos continuar de bem com a vida!
      Uma maravilhosa semana para você e Nuri.
      Fiquem com Deus!

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  11. Meu jovem amigo e irmão Antônio Carlos.
    Eu gostei muito dessa crônica, parabenizo o jovem escritor.
    Diz o evangelho: “Renunciai aos maus caminhos e à vossa conduta iniquia, mas eles não ouviram e não me deram atenção “.
    Todos nós seremos julgados pelas nossas condutas e ações, eu creio nisso meu estimado amigo.
    Obrigado!
    Osluzio

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  12. Meu amigo
    Gosto de ler suas crônicas saboreando as ideias e as palavras. Só hoje o dia ficou calmo, eu e minha irmã temos trabalhado muito na revisão do livro. Você sabe o quanto é cansativa esta fase, exige atenção redobrada.
    Sou sua fã e, a cada semana, aguardo ansiosa seu zapp.
    Como é gostoso um sorriso e um cumprimento fraterno, custa tão pouco e faz tanto bem à alma!
    Acho que todos nós nos deparamos com pessoas que têm “cara de vinagre”. Talvez nunca tenham saboreado um bom vinho ou uma cervejinha…
    Com certeza, o vício do cumprimento amistoso contaminará os sofridos, os desatentos e os mal educados. Continue com ele.
    Mais uma vez, parabéns por alegrar nossas semanas com tanto talento.
    Um abraço grande.

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    1. Cara Helena,
      Que coisa boa você estar trabalhando na edição do livro. Será uma excelente obra, tenho certeza! Sem dúvida é muito trabalhoso, mas vale a pena.
      Gostei da expressão “cara de vinagre”, em contraste com o vinho…
      Muito obrigado por comentar. É sempre um prazer. Suas opiniões são sempre interessantes, consistentes e regadas com o molho da gentileza.
      Um ótimo final de semana e fique com Deus!

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  13. Querido cronista,
    Realmente, é confortante o calor de um cumprimento face a face.
    Mas não vale um bom dia automático – tem que ser um desejo real, quase uma oração.
    Oferecer um sorriso verdadeiro ou um aceno espontâneo inspira simpatia e cria amizades.
    E cura!! traz alívio àqueles que convivem com a carranca da solidão. Podemos dizer muito com um gesto de atenção.
    E aos distraídos ou aborrecidos que não percebem nossa gentileza, sigamos o velho provérbio chinês: ” se alguém está tão cansado que não possa te dar um sorriso, deixa- lhe o teu”. Não será desperdiçado, com certeza.
    Para você, meu primo, um sorriso aberto, um abraço longo e a gratidão por nos trazer boas reflexões.

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    1. Querida prima,
      Que comentário! Quase uma oração, se me permite o plágio…
      Se você resolver escrever crônicas vou ter uma colega difícil de superar.
      Muito obrigado pelo carinho e pela generosidade do seu sorriso aberto, seu abraço longo e sua gratidão pelas reflexões!
      Um beijo e um maravilhoso final de semana!

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  14. Comigo suas palavras vêm de encontro a meus pensamentos.
    Sempre tive o hábito de sair cumprimentando vizinhos, faxineiros, porteiros, garis, carteiros, na rua onde moro. E isto foi ensinado às minhas filhas também.
    Além do afago num dia que está apenas começando, me transmite uma sensação de segurança e proteção, em algum momento conturbado que possa aparecer, mesmo que não seja o caso.
    Porteiro que acena com entusiasmo do outro lado da rua, outro mostrando o desenvolvimento das orquídeas que plantou nas arvores em frente à sua portaria.
    Mas há realmente aqueles que ignoram sua presença, o que no caso penso que ignoram a si mesmos.
    E vamos tentando uma amabilidade todos os dias.

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    1. Guilhermina,
      Agradeço por compartilhar um pouco de suas vivências.
      Acho que o mundo precisa mesmo de um pouco mais de amabilidade e um simples cumprimento pode melhorar o dia alguém.
      Desejo uma ótima semana!
      Abraços.

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  15. Desde criança sempre amei ler crônicas cotidianas e por isso começei a escrever sobre este gênero que tanto amo, talvez por me colocar naqueles lugares dos textos e vislumbrar vidas tão simples, estou amando suas crônicas justamente pela levesa e simplicidade que esse gênero busca, amei o texto.

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    1. Muito obrigado, Shirlei.
      Receber um elogio de quem também escreve tem um sabor especial.
      Se me permite vou indicar quatro crônicas já publicadas no blog Crônicas e Agudas que talvez lhe agradem:
      Boa Praça
      O Voo da Gaivota
      Passarinho
      O Menino
      Desejo uma ótima semana!
      Sucesso nos seus escritos!!

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